segunda-feira, 29 de março de 2010

Serpa



Este sol não é igual em mais nenhum sítio
Este ar é diferente de todos os outros
Estes dias não se repetem
A minha terra é assim
É única

Só ela tem este brilho
Só ela tem este encanto
As cores multiplicam-se
Os sons desdobram-se
Os risos espalham-se
As vontades nascem
As tristezas são levadas pela brisa

O Dia tem sabor a fantasia
O céu é mais azul
Os campos têm as cores das estacões
O ar tem os cheiros da natureza
E os animais reúnem-se numa verdadeira festa.
Os galos dão o tom, os pássaros cantam
Os coelhos dançam, as aranhas tecem
As ovelhas limpam os verdes dos campos
Ao som dos seu badalos
As cegonhas fazem coreografias no céu
As formigas trabalham e as andorinhas brincam
Mas há mais, muito mais
Todos aqueles que se entrelaçam
Num mundo de cor e sons
rãs, cágados e sapos
Pica-paus, carraceiros e falcões
Perdizes, tordos e codornizes
Já para não falar
Nos mergulhões e nos patos
Nos cães e nos gatos
Outros há que não menciono
Mas que completam o conjunto

Entre o dia e a noite
Sente-se o turno a mudar
A vida de sol começa a amainar
Os cheiros a dispersar
Os passarinhos deixam de cantar
E os morcegos comecem a esvoaçar
Esta é a minha terra
É única

A noite…
A noite tem espalhada a magia
As estrelas são a dobrar
Os sonhos voltam a despertar
A lua nasce grande e sem vergonha
Deixando os campos descansar.
O silêncio é silêncio de verdade
Não há ruído no ar
Mas sente-se a terra a respirar
O mocho a piar, os galhos a quebrar
E as casas a estalar, do frio que começa a entrar.
Esta é a minha terra
É única




E foi para o que me deu!
Neste fim de semana de paz.

2 comentários:

Mike disse...

Eu fico com a sensação que a Sum deve gostar muito de Serpa... (risos)

sum disse...

Hummmm!
É verdade sim senhor, gosto mesmo muito :)